Marraf Corretora de Seguros


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Sinistros por alagamento crescem 30% devido as chuvas;

 Fonte: Diário do Grande ABC

Nesses dias em que a intensidade das chuvas se torna imprevisível, assim como o horário em que ela cai e os locais que atinge, é preciso ter muita cautela com os veículos. Muitas vezes, tudo acontece tão rápido que não dá para mudar o caminho e sair da rota do alagamento. É então que quem está dentro de um carro nessa situação deve acionar seu seguro.

No verão, período em que há muitas chuvas, os sinistros de alagamento chegam a ser 30% maiores do que em outras épocas do ano. Como as seguradoras já estão preparadas para isso, o custo já vem embutido na apólice, o que não deve implicar aumento no preço dos seguros neste ano.

Porém, é comum a pergunta: será que minha apólice cobre danos causados por enchentes? Contanto que ela possua cobertura total ou compreensiva, sim. Esse é o seguro mais completo para automóveis, que inclui colisão parcial ou total, perda total, incêndio, roubo ou furto, responsabilidade civil - conhecido como seguro para terceiros, que só cobre danos causados pelo condutor, como colisão com outro veículo ou muro e atropelamento - e alagamento.

Ainda assim, nem todos os casos são ressarcidos. O vice-presidente de autos da Mapfre Seguros, Jabis Alexandre, ressalta que apenas o alagamento provocado por água doce é elegível. "Exceto se água salgada invadir o estacionamento de um prédio, por exemplo."

Considerando que o sinistro seja provocado por água doce, Alexandre afirma que 95% dos casos são indenizados, exceto se o condutor estiver em zona de risco e resolver cruzar uma área alagada. "Quando um veículo entra em área cheia de água, o local pode ter buracos ou depressões que podem propiciar a entrada de água pelo escapamento, o que gera calço hidráulico. Neste caso, não tem cobertura que pague o estrago".

Se o motorista estiver em um local que alague subitamente, e não tenha como ele sair dali, o executivo orienta que não é para movimentar o carro. Se o veículo morrer, não deve dar partida, pois é neste movimento que a água entra no motor.

Outro caso que as seguradoras não cobrem os danos, mas neste caso, de terceiros, é quando os carros são arrastados e colidem. A apólice se responsabiliza apenas pelo veículo do segurado, mesmo que ele tenha seguro para terceiros, pois não era ele que estava conduzindo o carro no momento da batida.

Se o veículo está estacionado na rua e começa o temporal, as seguradoras cobrem o estrago. Porém, Alexandre destaca que é recomendado que as pessoas evitem estacionar em locais em que haja a probabilidade de inundação, geralmente áreas próximas de rios e córregos. Se for comprovado que o segurado agravou o risco, a seguradora não se responsabiliza.